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“Nossa, não podem trabalhar aqui.” E mandaram Eoin Young sair de novo. Ele conseguiu uma oficina sofisticada em Feltham. Tinha . metros quadrados, era o lugar ideal para começar. E tinha muitas janelas, chão de cimento, bons bancos e até um escritório. E Bruce decidiu começar com uma folha em branco, e construiríamos a primeira McLaren de todas. Este ano, decidimos que o carro com mais chance de vencer seria um carro leve, com um motor americano relativamente grande. A McLaren M. Bruce basicamente rabiscou o que faríamos com giz no chão. Era algo instantâneo. Não havia tempo para desenhar. Ele vinha á noite e dizia: “O que fizeram hoje?” “Fiz algumas suspenções. Desenhe-as.” Eu tinha um escritório com uma placa que dizia: “Não bata, não temos tempo para isso.” Bruce era famoso por balançar os braços e dizer: “Façam assim.” Whoosh! Algumas batidas em uns tubos e tinham chassi. Bruce adorava dizer: “whoosh e bank!” Claro que isso pegou, e depois tudo era whoosh bonk. Mas não era whoosh bonk. No dia que tiramos o carro da oficina, pintado de preto, com uma listra prateada e um emblema com um kiwi nele, foi um momento de muito orgulho para nós, neozelandeses. Bruce foi para a América pilotar o carro. Fazíamos as malas e viajávamos como ciganos. Conseguíamos um lugar na garagem de alguém, em uma concessionária, onde fosse, para trabalharmos. Peças sobressalentes vinham da Inglaterra. Era um carro leve, bem parecido com um de Fórmula na Europa. Ele atraiu muita atenção. Na época, os americanos pilotavam carros pesados, muito pesados. Bruce era ágil, se desviava e mergulhava entre aqueles monstros pesados. O telefone começou a tocar, e era gente perguntando como podia conseguir um carro desses. Cara, esse carro é incrível. É. Quer pilotar? Senhor, negócio fechado. Que bom que gostou. Pai, estamos muito felizes com o rumo das coisas. Venderíamos carros esportes desse, se tivéssemos. Vou te dizer, é bem mais fácil do que vencer corridas. Ainda falta muito para entendermos a aerodinâmica dos carros esporte, mas garanto que sabemos mais do que qualquer um. A grande empolgação tem sido a Fórmula , mas estamos guardando segredo. No fim da pista de decolagem, está o Concorde , e, em Toulouse, vamos nos juntar a Raymond Baxter. Faltam poucos segundos. O momento mágico, o som crescente do Olympus. O nariz levantou graus, e decolou. Voou. Bruce me disse: “Precisamos de um designer a tempo integral,” porque ele trabalhava o tempo todo. Então eu disse: “Tenho um amigo, chamado Robin Herd, que trabalha no Concorde e adoraria projetar carros de corrida.” Eu tinha saído há três anos da faculdade, trabalhava em Farnborough, que era a sede da indústria de aviação britânica. Quando Bruce diz a alguém com anos: “Faça meu primeiro carro de Fórmula “, ou você responde: “Sim, eu faço”, e se arrisca ao maior fiasco de sempre, ou recusa e desperdiça a maior oportunidade da sua vida. Robin conhecia muitos materiais que desconhecíamos. E um desses produtos se chamava mallite. Fiz uma versão de um carro de Fórmula com tecnologia de aeronave, usando estrutura de colmeia, dupla face e ligações. Bruce ficou muito entusiasmado. As cartas para o pai eram técnicas. O primeiro carro de mallite. Tinha fotos do tubo, e desenhos do que estava fazendo. Claro que o pai adorou cada palavra. Era um veículo entediante de se construir. Trabalhávamos no carro até a meia-noite. Talvez a noite toda. Quando trabalha a horas por dia, semana atrás de semana, há um pouco de tensão. Quando alguém soldava e não conseguia ver, enchíamos um pacote de cigarros com oxigênio e acetileno, misturados na proporção certa. E deslizávamos até chegar á chama. Em certo ponto, explodia. Muitos se assustavam. Bruce aceitava essas coisas numa boa. O Bruce sempre foi um de nós, um dos rapazes. Quando construía um carro, e estava na plataforma, ele entrava, fingia dirigir, imitava o motor e mexia o volante. “Cara, esse vai ser rápido.” Respondíamos “Sim, sim.” Era divertido. Fizeram uma plataforma para construir um chassi de mallite. Tinha um tubo de aço estirado de uns cm de diâmetro. E percebemos que daria um belo cano de canhão. Decidimos fazer um canhão de acetileno, de oxiacetileno. Soldamos uma tampa na ponta, pusemos um parafuso e uma vela de ignição. Felizmente, soldei bem, sem perceber o que estávamos fazendo. Robin Herd era um objeto de diversão. Não sei no que estávamos pensando. Tinha humor em tudo. Parecia que tinham me aceitado. Ele vinha trabalhar por volta das h. Nós já estávamos trabalhando há algum tempo. A porta do escritório era subindo as escadas. Esperamos Robin entrar no escritório. Preparamos uma arma. As latas de tinta encaixaram muito bem. Apontamos para a porta. E saiu melhor do que esperávamos. Atravessou a porta. A porta dele entrou voando na sala. Na hora, corremos para esconder a arma. Colocamos debaixo do banco. Não dava para ver. “O quê? Um estrondo? Você ouviu um estrondo?” Era o senso de humor típico da Nova Zelândia, e da McLaren. Seis da manhã, uma menina, com , kg, morena. Amanda Leigh. Ambas bem. Pai mal. Tivemos muita sorte. A pequena Amanda Leigh é perfeita. Vou levá-las para casa e pegar a enfermeira na terça-feira. Não irei para Nassau até quarta-feira á tarde. Ele lidou muito bem com isso. Acho que foi mais difícil para mim. Mas era preciso, se quisesse um casamento bem-sucedido. E precisava lidar com o que quer que aparecesse, porque ele estava ausente grande parte do tempo. O primeiro ano de Bruce McLaren como construtor na Fórmula foi em . Bruce, acima de tudo, queria vencer na Fórmula , a ponto de conseguir os números um e dois para os carros dele e de Chris. Chris Amon ia pilotar o carro reserva. Isso nunca aconteceu. Nunca fiz nenhuma corrida, porque o motor era um desastre. Bruce usou um motor de Indianapolis Ford no seu carro de Fórmula . Fazia um barulho fantástico, mas não tinha velocidade. Queridos pais, faz tempo que não escrevo. Devem estar se perguntando o que está acontecendo. Os últimos meses foram meio difíceis. Pela primeira vez, tivemos um grande contratempo. A temporada da F acabou e foi um fracasso. É difícil manter a equipe animada.

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